22 de março de 2010

Conta Social: Dia Mundial da Água

Dia Mundial da Água é comemorado hoje, 22 de março. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está bem na fita em quantidade: tem 11,6% de toda a água doce do planeta. Mas, no contexto, o horizonte não é dos melhores. Pesquisa da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que a demanda nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual. Para evitar escassez em 15 anos, é preciso investir R$ 27,7 bilhões. Para Sergio Belleza, gerente da Divisão de Tratamento de Águas da Argal Química, a solução está em empresas e programas de conscientização. “O uso racional da água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Além disso, as empresas têm que estar atentas à implantação dos modernos sistemas de reuso de água”, diz.



A coluna Conta Social reúne aqui alguns exemplos empresariais que nos deixam em bons lençóis. A Fábrica da Souza Cruz, em Uberlândia, começou a captar água da chuva, que é armazenada em lago artificial para a indústria. Segundo a empresa, mais de 110 milhões de litros são reciclados por ano — economia para o abastecimento de 500 famílias no período. Se, antes, a Amazônia era a palavra da moda, ao se falar de água, agora, descobriu-se que é no Cerrado que estão as nascentes dos rios. “Muitas pessoas ainda reconhecem o Cerrado como bioma de clima seco e sem vida. Poucos sabem que é a maior fonte geradora de água doce do País”, explica a diretora executiva da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes. Com essa preocupação, a fundação mantém duas reservas no Cerrado — Santo Morato e Tombador.

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19 de março de 2010

O Livro de Eli

Sinopse: Em um futuro distópico, um andarilho luta para proteger um livro que tem os segredos para salvar a humanidade.

Quando Denzel Washington (O Sequestro do Metrô) está no elenco de um filme já podemos deduzir muito de sua sinopse. Ele interpretará um sujeito muito determinado que passará por cima de tudo e de todos para alcançar seu objetivo. Pois bem, O Livro de Eli (The Book of Eli) não foge disso. Por outro lado, Gary Oldman, como o vilão, mostra exatamente o oposto: o sujeito consegue ser Comissário Gordon (Batman) e Sirius Black de forma camaleônica.




Mesmo com esse ar de repetição, o frescor da produção está no cenário distópico e nas cenas de ação muito bem concebidas e dirigidas. O próprio Denzel desempenhou as façanhas físicas de seu personagem, dispensando dublês. Visualmente, a fotografia é meio suja e escura, combinando com a obscuridade do contexto.

No começo o roteiro atrai pela excentricidade desse futuro pós-apocalíptico, depois o espectador é agarrado pela rivalidade criada entre o protagonista e o vilão, e mais para o final há uma grande surpresa que fará alguns quererem assistir novamente ao filme.

Há alguns problemas na dramaturgia. O primeiro é acreditar que a Bíblia, o livro mais vendido no mundo, algum dia será um artigo raro. Como é possível que não se ache sequer um único exemplar dos escritos que estão nas gavetas de criado-mudo de muitos quartos de hotel? Outro ponto é o poder superestimado do livro. Não era possível criar uma seita com qualquer outra escritura? Toda essa mobilização ao redor da Blíblia pode ofender os ateus e agnósticos.

Deixando essas questões de lado, é legal saber que a Bíblia foi o primeiro livro impresso por Gutemberg e o filme recria esse momento em suas cenas finais.

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15 de março de 2010

Guns N Roses recorre a efeitos para agradar público

"Desculpe terminar tão tarde o show. Sei que as crianças têm de ir para a escola amanhã", disse o vocalista Axl Rose. As crianças, pais, mães e adultos que juntos somaram mais de 13 mil testemunhas dentro do ginásio Nilson Nelson na noite de domingo em Brasília mereceram o pedido de perdão. Às 2h25 da madrugada de segunda-feira, Axl e seu reformado Guns N?Roses deixaram o palco após tocarem 20 músicas em duas horas e meia de concerto. Conhecido por atrasar seus espetáculos, Axl entrou aos 15 minutos da segunda-feira após uma introdução com toques de suspense hitchcockiano.

Aos 48 anos, o inchado e monossilábico vocalista da ex-banda mais explosiva do rock dos anos 80 deu as caras ao som de Chinese Democracy, faixa-título do álbum lançado no ano passado. Todos queriam saber como o rechonchudo e cabeludo estava. De chapéu, casaco e óculos escuro, Axl se escondia. Dançava de maneira desarticulada e cantava modulando a voz de acordo com o alcance e volume que entendia ser exato para cada canção.



"Welcome To the Jungle", "It?s So Easy" e "Mr. Brownstone" - todas do clássico primeiro álbum, Appetite for Destruction (1987) - vieram em seguida para mostrar que, diferentemente de 2001, quando fechou uma das noites do Rock In Rio de maneira deprimente, desta vez, Axl não veio para brincadeira.



Para disfarçar a falta de potência da voz e desenvoltura, optou por explosões, fogos, chuvas douradas e quatro painéis - além de três telões - para saciar o público. Um parque de diversões para todas as idades, sentidos e gostos. A massa sonora de uma banda formada por três guitarristas, dois tecladistas, um baixista e um baterista, também serviam para enfaixar as cicatrizes abertas pelo tempo no vocalista que voltava pela quarta vez ao Brasil.

Das pouquíssimas vezes que se dirigiu ao público, Axl se resumiu a falar "Brasília" com a voz derretida. Brincando que introduziria uma música calminha, chamou a poderosa "You Could Be Mine", uma das poucas canções retiradas de Use Your Illusion (1991).

Nesta oportunidade, mostrou outro trunfo para o público. O baixista Tommy Stinson emulava Duff McKagan, tanto na postura como na maneira de fazer o backing vocal. Já o guitarrista DJ Ashba, com seu chapéu/cartola, cigarrinho no canto da boca e sua Gibson modelo Les Paul, era um Slash dos novos tempos. Em "Sweet Child O?Mine" era até possível comprar gato por lebre.

Piano

Em "Live and Let Die" voltou com a faixinha vermelha característica na cabeça. Quando começou a dar seus rodopios, quase tomou um tombo. "Minhas calças estão caindo", justificou-se repetidas vezes. Em "November Rain", tocou piano pela primeira vez na frente do palco. Uma chuva dourada ajudou a compor o cenário. O set foi finalizado com "Nightrain". O bis veio com "Madagascar" e "Paradise City". Papel picado, explosões, serpentinas e Axl joga o microfone para o público. Fim de papo.

A banda toca ainda amanhã em Belo Horizonte, no sábado em São Paulo, no domingo no Rio de Janeiro e na próxima terça-feira finalizam sua turnê pelo Brasil em Porto Alegre.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Show do Guns N' Roses é nesta terça-feira em Porto Alegre

O show do Guns N' Roses nesta terça-feira, às 21h, no estacionamento da Fiergs, em Porto Alegre, vai contar dezenas de fãs caxienses que vão conferir o grupo ícone do hard rock norte-americano. Entre eles, Jonatan Maciel Fogaça, que chegou a vender peças de roupas para conseguir comprar o ingresso do show.



Desempregado na época em que o show foi anunciado, o morador do bairro Mariani enfrentou um dilema. Precisava conseguir dinheiro para realizar seu sonho de ver um show do Guns, e a solução foi trocar uma paixão por outra, se desfazer de parte do uniforme da Torcida Jovem do Grêmio em prol da banda de rock.

— Vendi a calça do abrigo, porque era a única coisa que as pessoas gostariam de comprar. O Grêmio está em Porto Alegre, mas o Guns pode ser que eu veja uma vez só na vida — justifica a decisão.

Pelo menos, quatro ônibus da empresa Rupestre Turismo saem de Caxias para conferir a turnê do novo disco Chinese Democracy.

Venda de ingressos

R$ 280 (pista premium)
R$ 180 (cadeira)
R$ 150 (pista)
R$ 130 (arquibancada)

Fonte e Lugares de Venda
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